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Notas biográficas sobre Candido Portinari | Guerra e Paz

interna5Candido Portinari nasceu em 30 de dezembro de 1903, no interior do estado de São Paulo. Filho de imigrantes italianos, de origem humilde, recebeu apenas a instrução primária e desde criança manifestou sua vocação artística. Aos 15 anos foi para o Rio de Janeiro estudar na Escola Nacional de Belas-Artes. Em 1928 conquistou o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro e em 1931 começou a retratar em suas telas o povo brasileiro. Obteve a Segunda Menção Honrosa na exposição internacional do Instituto Carnegie de Pittsburgh, EUA, com a tela Café, que retrata uma cena de colheita típica de sua região de origem.

Sua inclinação muralista revela-se nos painéis executados para o Monumento Rodoviário, na Via Dutra e nos afrescos do edifício do Ministério da Educação e Saúde, no Rio de Janeiro. Executou três grandes painéis para o Pavilhão do Brasil na Feira Mundial de Nova York. Em 1940 a Universidade de Chicago publicou o primeiro livro sobre ele: Portinari, His Life and Art. Em 1941, a convite do poeta americano Archibald MacLeish, então Diretor da Biblioteca do Congresso, em Washington, pinta quatro grandes murais sobre a descoberta das Américas.

No Brasil, realizou oito painéis conhecidos como Série Bíblica. A convite de Oscar Niemeyer, decorou o conjunto arquitetônico da Pampulha (BH). A escalada do nazifascismo reforça o caráter social e trágico de sua obra, levando-o à produção das séries Retirantes e Meninos de Brodósqui, assim como à militância política, filiando-se ao Partido Comunista Brasileiro, sendo candidato a deputado em 1945, e a senador em 1947. Em 1948, Portinari se autoexila no Uruguai por motivos políticos, onde pinta o painel A Primeira Missa no Brasil.

São dele também os painéis: Tiradentes, A Chegada da Família Real Portuguesa à Bahia, Guerra e Paz – hoje no hall de entrada dos delegados do edifício-sede da ONU, em Nova York – e o Descobrimento do Brasil. Recebeu prêmios, menções honrosas e medalhas nos EUA, na França e em outros países. Fez os desenhos da Série D. Quixote. Expôs nos EUA, França, Argentina, Uruguai, Israel, México, Itália, entre outros. Ocupa o Salão de Honra da I Bienal Interamericana, no México. Sua obra Enterro na Rede é escolhida para figurar entre as 100 "obras primas do século XX" na exposição 50 Anos de Arte Moderna, no Palais des Beaux Arts, em Bruxelas, em 1958.

Faleceu no Rio de Janeiro, em 6 de fevereiro de 1962, vítima de intoxicação pelas tintas que utilizava.

 
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